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A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto concluiu o inquérito sobre denúncias feitas por funcionárias contra um chefe de um dos setores da área operacional da unidade. O documento foi encaminhado ao Fórum e será julgado.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o homem continua trabalhando na instituição, ocupando o mesmo cargo.

Em maio deste ano, funcionárias do HB procuraram a Polícia Civil para denunciar um chefe de departamento por assédio sexual e difamação. O homem, que também é acusado pelas vítimas de abusar de sua autoridade por ocupar um cargo superior, estaria constrangendo as subordinadas por ao menos três anos. As denúncias não envolvem a área médica da instituição.

Dois boletins de ocorrência foram realizados – o primeiro, por difamação, registrado no dia 19 de janeiro deste ano.  

De acordo com o registro policial, uma das vítimas relata já ter recebido diversas “investidas” do homem, que teriam sido recusadas. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher chegou a ser constrangida pelo homem, que a teria difamado por vê-la conversando com outro colega de trabalho.

Segundo um boletim de ocorrência registrado por outra funcionária, em fevereiro, a vítima também relata ter recebido diversas “investidas” do homem e que ele teria dito para ela “pagar o que lhe deve”, insinuando que ela deveria sair com ele para se manter no emprego.

Na época das denúncias o Gazeta de Rio Preto ouviu uma das vítimas, que afirmou sentir medo e precisou recorrer a psicólogos e uso de medicamento. 

A reportagem teve acesso às mensagens enviadas pelo suspeito para uma das funcionárias, via WhatsApp. Em um dos textos, o homem chega a fazer comentários sobre o porte físico da vítima.