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O vereador Renato Pupo (PSDB) encaminhou nesta quarta-feira (21), ao presidente da Câmara de Rio Preto, vereador Pedro Roberto (Patriota), requerimento de votação de moção de “repúdio ao vereador Anderson Branco pela publicação homofóbica em suas redes sociais ofendendo a comunidade LGBTQIA+”.

O documento se refere a publicação do vereador do PL em seu perfil do Instragram (@andersonbrancosilva) que mostra uma garra negra (simbolizando o demônio) e com as cores que representam a comunidade LGBTQIA+ tentando agarrar uma família, mas é impedida por uma mão humana. A imagem também leva a frase “Na minha família não”. A publicação rendeu uma enxurrada de críticas de indignação nas redes sociais.

Segundo o documento “uma postagem como essa, vinda de um representante do povo, impede o combate a homofobia e transfobia no Brasil, ameaçando a liberdade de pessoas que convivem diariamente com esse tipo de violência”.

Nesta tarde, o presidente da Câmara de Rio Preto, vereador Pedro Roberto (Patriota) encaminhou ao Conselho de Ética, denúncias recebidas pela Ouvidoria do Legislativo sobre postagens em mídias sociais realizadas pelo vereador Anderson Branco, que também presidente da Comissão  de Defesa da Cidadania e Direitos Humanos da cidade. Os denunciantes apontam conteúdo homofóbico e racista e cobram providências.

Pedro informou que repudia qualquer expressão preconceituosa, dentro e fora do ambiente legislativo, e esclarece que as manifestações individuais dos parlamentares não refletem a opinião desta presidência e da Casa de Leis. 

Cabe agora ao Conselho de Ética analisar as denúncias e aplicar as sanções disciplinares cabíveis

Ao Gazeta de Rio Preto Branco disse que a publicação se refere a uma campanha e que não entende o motivo de ter ofendido tantas pessoas.

“Liberdade de expressão! Como várias pessoas nas redes sociais e os deputados conservadores que defende (sic) a família e as crianças! Fiz um simples compartilhamento de uma arte da rede social de uma campanha em defesa das crianças, simples, não sei onde ofendi, é minha bandeira do meu mandato!”, disse.

O caso chegou até a Comissão de Defesa da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB de Rio Preto, que encaminhou uma representação por crime de ódio contra o vereador ao Ministério Público.